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| Moda masculina na balança |
| 25-02-2010, 18:27 | |
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Espaço na
passarela
No Fashion Rio que mostrou suas coleções para o
próximo inverno, das 27 grifes desfiladas, apenas uma, a R.Groove, era exclusivamente
dedicada ao universo masculino.
Adriana Bozon, nome à frente da Ellus e da 2nd Floor, afirma que a moda masculina deve ganhar mais atenção e que ainda tem muito para onde crescer, mas que em suas coleções, as roupas para os homens ganham o mesmo cuidado que as femininas. Na passarela das grifes, Adriana divide masculino e feminino sendo um terço para looks masculinos e o restante para as mulheres, mesmo que as lojas da grife vendam coleções que são compostas por 50% masculino, 50% feminino. Satisfeito com o espaço está Maxime Perelmuter, fundador da British Colony, que afirma que em dez anos de carreira, o mercado da moda masculina está melhor do que já foi. Uma prova disso é a intenção de Paulo Borges, da Luminosidade, empresa responsável pelo Fashion Rio e pela São Paulo Fashion Week, de incluir mais grifes no line up das duas semanas de moda.
“A moda
masculina está no auge da maturidade”
Quem afirma é Maxime Perelmuter. O estilista, que
começou a criar moda quando ainda estava na faculdade de Marketing, em 1999,
completa ainda: “não acho que este
fenômeno da moda masculina esteja acontecendo agora; acho que é algo que vem da
virada do século. Acho que este é o “novo homem”. Agora a moda masculina está
bem afinada”.
A visão de Maxime Perelmuter, que também cria roupas
femininas desde 2003, ainda vai além: “um
dos sinais de que a moda masculina está bem desenvolvida é o fato de as
mulheres cada vez mais quererem peças do guardarroupa masculino. Elas querem as
calças, as bolsas, os paletós... Acho interessante este movimento, pois faz com
que a mulher descubra novas facetas da sensualidade, sem que ela seja atrelada
somente ao caliente, à mulher latina”.
“Há marcas
que teimam em propor que seus consumidores saiam fantasiados nas ruas”
Quando o assunto desloca-se para o consumidor de moda
masculina, as opiniões se divergem. Enquanto Mario Queiroz vê uma deficiência
nas multimarcas, se dizendo acreditar que “faltam
compradores de moda mais preparados para selecionar o que comprar e passar para
seus clientes”, Rony Meisler aponta: “em
minha opinião, o grande problema está no fato de que a maioria das marcas
idealiza um cliente que não existe no Brasil. Teimam em propor que seus consumidores
saiam fantasiados na rua. Para quem faz moda masculina de verdade, o Brasil já
é hoje um enorme mercado”.
Já Maxime, afirma que o consumidor ainda é medroso e
que, inclusive, as mulheres estão presentes, dando opinião, em muitas de suas compras. Ainda assim, o estilista carioca completa “desde 1999, foram tantas as influências que o homem recebeu - como
dândis, metrossexuais, yuppies, e o esporte -, que agora os homens já puderam
escolher suas referências e então optar por um básico diferenciado”. Maxime
ainda completa: “acho que este
comportamento é parecido com o descrito pelo Paulo Coelho, que fala do
aventureiro que deu uma volta enorme e descobriu o tesouro ao lado do ponto de
partida”.
E o futuro
da moda masculina?
Na opinião do fundador da British Colony, a moda
masculina já conhece seu terreno: “por
volta do ano 2000, ainda havia a fase de experimentação masculina. Houve quem
sugerisse coisas como saia ou calça de xantungue para os homens,
mas este período já passou. Estou satisfeito com o que o homem se propõe hoje,
escolhendo o que vestir, mas com personalidade e principalmente tendo em mente
que homem é homem e mulher é mulher”, completa. |









