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Mentes fervilhantes em Londres
19-02-2010, 18:08
A moda não pára! A semana de moda de NY mal terminou e
os fashionistas já embarcaram rumo a Londres, próxima capital do calendário
fashion a mostrar suas coleções para o inverno 2010/2011. Serão 96 atrações,
entre desfiles e apresentações menores, distribuídas em seis dias. Diante de
nomes já consagrados – e esperados – como Burberry, Christopher Kane e Vivienne
Westwoode sua Red Label, a semana de
moda inglesa abre espaço em suas passarelas para mostrar as criações de novas
mentes fervilhantes da moda. Descubra o tricô extremo de Craig Lawrence, deseje
o inverno dark das gêmeas Felder e fique de olhos bem abertos para as criações
masculinas de James Small.
Calouros da
moda inglesa
O caminho que as gêmeas alemãs Daniela e Annette Felder seguiram é dos mais rápidos. As
duas estrearam na moda há apenas três anos, quando ainda terminavam o curso na
Central Saint Martins. O debut, aplaudido pela crítica, ocorreu em passarelas
inglesas que não faziam parte do calendário oficial da London Fashion Week. No
ano seguinte, já foram indicadas para o British Fashion Awards, enquanto criavam os
uniformes do Nobu, um dos restaurantes mais badalados da terra da rainha.
Comparações com as gêmeas brasileiras da grife paulistana Gêmeas são
inevitáveis, já que o rock também permeia as coleções da Felder Felder. Se
depender de Daniela e Annette, o inverno de 2010, sua estreia no calendário
oficial de Londres, será dark por conta das inspirações em Bram Stoker e Tim
Burton.
Outro jovem talento é Hannah Marshall,
que também entrou no mundo da moda em 2007. A inglesa baseou as seis coleções que já
criou em sua carreira em reinvenções do “pretinho básico”. Sua primeira
aparição na passarela oficial da semana de moda de Londres foi na temporada
passada, com uma coleção elogiada por críticos renomados, como Hilary
Alexander, do jornal Telegraph. As inspirações para o inverno de Hannah
vem do estilo arquitetônico que a designer já
mostrou em coleções anteriores. A top Grace Jones e o designer e fotógrafo
Jean-Paul Goude a guiaram rumo a uma estação que promete ser moderna e sensual.
Na mira de Lady Gaga
A carreira de Craig Lawrence já dura
mais de seis anos, desde quando, ainda na faculdade, o jovem já criava os
tricôs ousados que o inglês Gareth Pugh desfilava. Esta temporada marca a
estreia de sua grife nas passarelas. Seu “extreme knitwear” para o inverno de
2010/2011 vem baseado por referências que vão desde a rainha Elizabeth I, até o
recém lançado filme “Where the Wild Things Are” (“Onde Vivem os Monstros”). O
designer não abre mão de materiais inusitados, que inclui um tricô metálico com aspecto de pele, em busca de silhuetas fofas e volumosas. Uma das clientes
assíduas de Craig é Lady Gaga, a quem o estilista já concedeu uma entrevista
sobre estilo para a MTV americana .
Novidade
também na moda masculina
Desde a última temporada da semana de
moda de Londres, em outubro do ano passado, um dia do calendário fashionista
inglês é dedicado apenas às coleções masculinas. Atropelado pela semana de moda
de Milão - que começa no mesmo dia marcado para o dia dos homens em Londres -, 13
marcas desfilam suas criações para o próximo inverno.
Dentre as grifes masculinas, um novo
nome que promete roubar atenções da crítica é James Small, que após trabalhar
por seis anos com o designer Kim Jones, lança agora sua marca. Para a estreia,
James preparou um inverno inspirado pelos cosmonautas russos, traduzido em
alfaiataria e silhuetas marcantes.
Volta às
passarelas inglesas
Nem só de novos criadores se faz uma semana de moda.
Em 26 anos de existência, a London Fashion Week já foi palco para o lançamento
de grandes nomes e para o desfile de grifes clássicas do Reino Unido. A Daks é
uma delas. A marca de Simeon Simpson, especialista em alfaiataria, completou
115 anos em 2009 e, após cinco anos desfilando em passarelas italianas, volta a
desfilar em Londres nesta estação. O então nome à frente da Daks é o italiano
Filippo Scuffi, que já trabalhou com Ralph Lauren e Donna Karan e assume a
criação da grife desde a primavera de 2009, quando o inglês Giles Deacon deixou
a casa. Para o próximo inverno europeu, Filippo criou um inverno com ares dos
anos 1940, especialmente através da imagem da aviadora Amelia Earhart. A grife
inglesa exporta para mais de 30 países e é especialmente bem aceita no Japão e
na Coréia.