Heloisa Marra
: Heloisa Marra


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Esqueça os corredores estreitos, as lojas multimarcas entulhadas de produtos. Um novo modelo de outlet vem crescendo na preferência do consumidor. Com arquitetura contemporânea, luz natural e amplo mall, ele oferece marcas consagradas com descontos até 80%. Pioneira nesse conceito, a General Shopping Brasil, fundou o Outlet Premium São Paulo, o primeiro de grandes marcas do país e da América do Sul, e agora abre o Outlet Premium Rio de Janeiro.

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A inauguração teve show da cantora Luiza Possi e apresentação de Luis Fernando Coutinho, sócio e marido de Liege Monteiro.
Alexandre Dias, diretor presidente da General Shopping Brasil, espera receber a visita de 5,5 milhões de pessoas por ano. O prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, cortou a fita inaugural, ao lado de Alexandre Veronezi, presidente do conselho administrativo da General Shopping e do fundador da empresa, Antonio Veronezi.

'O primeiro outlet apareceu em 1970 nos Estados Unidos'

O primeiro outlet, segundo Alexandre Dias, surgiu nos Estados Unidos em 1970. "O segundo só apareceu em 1979, mostrando como demorou para se criar essa cultura lá fora. Hoje existem 500 outlets no mundo". A cultura do outlet cresceu ligada ao desenvolvimento e amadurecimento do varejo. "Com o aparecimento de redes maiores, surgiu a necessidade de escoar a produção", conta Alexandre.
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Os primeiros outlets nasceram nas lojas de fábrica, numa época em que todo mundo tinha sua própria produção e ainda não se fabricava na China. Alexandre chama atenção para o fato de que em 2008 e 2009, na crise americana, nos Estados Unidos todo foi construído apenas um shopping center e 44 outlets.

'Na crise, o outlet serve para manter o padrão de consumo'

"Nessa ocasião, descobriu-se uma outra vantagem do outlet.
 Em época de crise serve para manter o padrão de consumo. Se a pessoa consome uma marca consagrada, na crise, ela vai para o outlet e continua a consumir essa marca. E nas épocas de vacas gordas, as classes sociais mais baixas passam a comprar marcas às quais não têm acesso no shopping tradicional, realizando o lado aspiracional", afirma Alexandre.

Alexandre Dias lembra que no Brasil a primeira fase dos outlets aconteceu entre 1993 e 1996, quando tivemos oito projetos no Brasil. A iniciativa não deu certo e vários, segundo Alexandre, viraram shoppings tradicionais. "No Rio, surgiram o Off Price e o Nova América. Em São Paulo, o SP Market e outros. Lá fora, a indústria do outlet, que veio de um galpão de fábrica, se modernizou com o tempo. Teve a fase das villages, com praça e casinhas mas evoluiu para uma construção mais contemporânea", observa Alexandre, explicando que hoje no Chile ou na Colômbia, você encontra ainda o padrão antigo de outlet. 

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Para criar o Outlet Premium, a General Shopping fez um interessante estudo de modelo. "Víamos que os brasileiros gostavam de comprar nos outlets lá fora. A maioria dos operadores de shopping, por serem do setor imobiliário, não acreditava no negócio. Chegamos a convidar parceiros para montar o primeiro e nenhum deles quis. Além disso a nomenclatura outlet era pejorativa demais".

'O lojista se perguntava: o que eu vou vender nesse lugar?'

Em 2007, a estabilidade da moeda, o fortalecimento do varejo com a expansão das grandes marcas e a necessidade de escoar a produção formaram um ambiente propício à criação do novo conceito de outlet. "Além disso", lembra Alexandre, "a classe média teve seu poder de compra aumentado e vários players internacionais começaram a entrar em cena.  Começamos então a discutir com algumas marcas o projeto. Foi muito difícil. Muitos lojistas se perguntavam quando viam a obra: o que eu vou vender nesse lugar?"

Luz natural e condomínio barato permitem descontos

Segundo o diretor presidente da General Shopping, a ideia é que a pessoa se desloque o tempo suficiente para ser perto e distante o suficiente para não competir com a loja principal, até uma hora de distância. "Foi esse um dos motivos para a escolha da Washington Luiz. Além disso, o fato do outlet ser a céu aberto, favorecendo a luz natural, sem necessidade de iluminação o dia todo, permite que o condomínio do lojista seja 70% menor do que num shopping tradicional. Isso faz com que ele consiga vender com uma margem mais baixa".


 

 

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